Traumas faciais em idosos

Segundo o dicionário brasileiro, caracteriza-se como idoso (a) pessoas com idade superior a 65 anos, quando passam a integrar a terceira idade. Mas, aquela figura de vovô e vovó que ficam dentro de casa tricotando, jogando xadrez e ou dormindo durante o dia já não é mais a realidade de hoje. Muitos estão com plena saúde e em atividade constante, participam de recreações sociais, eventos festeiros e até sites de relacionamentos. A vida dos atuais idosos é muito diferente daqueles de 20 anos atrás.

No texto de hoje, vou falar sobre traumas faciais em idosos, um risco que pode acontecer em qualquer faixa etária, porém, a partir de certa idade, mesmo com saúde, as consequências podem ser de maior gravidade e a recuperação mais lenta.

O que são traumas faciais ou orofaciais:

Podemos caracterizar traumas faciais/orofaciais todo àquele que atinge o crânio em sua região frontal – cabeça, face, boca e pescoço. Pode ser decorrente de vários fatores, mais comumente de quedas com altitudes medianas (medidas da altura do próprio corpo), acidentes automobilísticos, escorregões e ou tropeços em objetos e desníveis com pancadas na cabeça, entre outras situações.

Dados importantes sobre traumas em idosos:

Segundo dados de diversos órgãos responsáveis pela saúde pública e em geriatria, os traumas ocupa o quinto lugar na mortalidade em pessoas com mais de 65 anos, representando cerca de 40% do total de óbitos. Isso acontece porque existem mudanças estruturais (corpo) e funcionais que, associadas a doenças sistêmicas, podem provocar quedas e lesões graves, especialmente na região da cabeça.

Efeitos colaterais de remédios também podem ocasionar tonturas, confusão mental, sonolência, alteração na coagulação do sangue (em caso de quedas, até as menos graves, pode causar maior sangramento e difícil recuperação), dentre diversos outros sintomas.

O que fazer quando ocorrer traumas faciais / orofaciais em idosos:


Lembre-se que os idosos são mais frágeis devido a sua condição fisiológica, física e mental, o que implica em cuidados especiais. Alguns traumas, além de provocarem dor, podem deixar sequelas que necessitem de cirurgias, uso de próteses e até enxertos para compensar expressivas perdas de massa corpórea como, por exemplo, traumatismo craniano com afundamento craniofacial e comprometimento ósseo.

Mas, independentemente do trauma, os idosos precisam de atendimento imediato e recursos médicos, seja na rede pública e ou particular. Ainda, quando identificado quedas e ou outros traumatismos, especialmente na cabeça, seguidos por desorientação mental e desmaios, é importante ligar para os serviços de saúde e seguir à risca as recomendações indicadas sobre estancamento de sangramento, fraturas (expostas ou não), primeiros socorros, remoção e ou aguardo de socorristas e ambulância.

Recomendações finais:

Os cuidados preventivos são importantes para que não ocorram quedas e ou traumas em idosos e, por isso, abaixo listei algumas recomendações:

– evitar uso de tapetes e ou quaisquer objetos (decorativos ou não) na rota de caminhada do idoso, pois podem causar tropeços, escorregões e consequentemente quedas com significativas lesões.
– recomenda-se o uso de calçados apropriados com solas antiderrapantes e confortáveis para o andar.
– se houver limitações ou dificuldades para o caminhar, o uso de bengalas, andadores e até cadeiras de rodas (elétricas ou manuais) são favoráveis.
– nos ambientes de rotina, pode-se se instalar barras de apoio – no banheiro, box, quarto, corredores ou espaços internos e externos, etc.
– evitar deixá-los sozinhos quando caracterizado problemas de saúde, neurológicos e físicos.
– oferecer afeto, carinho e compreensão, pois todos nós, dos bebês aos mais jovens, um dia estaremos no mesmo lugar, com problemas iguais e ou semelhantes.

Sobre Marcelo Fardin: é Mestre em Cirurgia de Cabeça e Pescoço; Cirurgião e Traumatologista Buco Maxilo Facial; e Estomatologista. Opera nos mais renomados hospitais de São Paulo e do Brasil. Atende no seu consultório particular em dois endereços: Rua Voluntários da Pátria, 2128, sala 11, Santana – SP – 11-2283-3865 / 11-2959-3554 / e Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 229 – Conj. 508, Itaim – SP – 11-3459-4135 / 11-3459-4136.

 

Texto: Prof. Dr. Marcelo Fardin – CRO: 49423
Mestre em Cirurgia de Cabeça e Pescoço; Cirurgião e

Traumatologista Buco Maxilo Facial; e Estomatologista.
Contribuição Textual: Jornalista Carina Gonçalves – MTB 48326
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