Tabagismo e Doenças Bucais

O hábito de fumar pode contribuir para a evolução de câncer de boca, além de outras patologias

 

Que o cigarro e seus derivados fazem mal para a saúde, todos nós sabemos. No entanto, quando se pensa em doenças provocadas por este hábito, logo vem à cabeça problemas ligados ao sistema respiratório. Ledo engano, pois antes de chegar aos pulmões as substâncias químicas do cigarro são inaladas e passam pela boca e garganta ocasionando acumulo de bactérias, vírus e até fungos, o que eleva a pré-disposição para doenças bucais e cancerígenas.

Toda vez que alguém ascende um cigarro e o leva até a boca para consumi-lo, ingere cerca de quatro mil e setecentas substâncias tóxicas de alto risco para a saúde humana, que entre as mais destacadas estão a nicotina (responsável pela dependência), o alcatrão (responsável pelo desenvolvimento de vários tipos de câncer) e o monóxido de carbono (responsável pelo envelhecimento precoce). Além disso, pessoas fumantes possuem duas vezes mais chances de desenvolver doenças periodontais como gengivite, periodontite e periodontite avançada.

            Entenda o que são doenças periodontais:

 Trata-se de uma doença, causada pela placa bacteriana que acomete a gengiva, causando inflamações (leves a graves) e vai até o osso que envolve e suporta o dente. Se não tratado a tempo, as bactérias infectam a gengiva e os dentes provocando perda de osso e consequentemente, sofrimento, dor e dissimetria facial nos fumantes.

Funciona assim: a pessoa que fuma (não importa se são 2, 10, 20 ou 30 cigarros por dia), com o passar do tempo, se expõe às substâncias químicas encontradas no tabaco que provocam alterações na cavidade bucal, lesionando-a, e possibilitando o desenvolvimento de várias doenças, incluindo o mais temido câncer de boca. Infelizmente esta é uma realidade cada vez mais presente e diagnosticada dentro dos consultórios médicos de todo o mundo. O cigarro faz mal para o corpo inteiro! Se puder e conseguir pare de fumar ou procure ajuda de especialistas.

            O que acontece com a boca do fumante:

Além do odor característico de quem fuma (halitose), existe a possibilidade elevada de acúmulo de placas de tártaro e outras bactérias perda óssea alveolar acelerada (corrosão dental), maior profundidade de bolsa periodontal (espaçamento entre os dentes na raiz), menores níveis de inserções clínicas (tratamentos), escurecimento dos dentes e da mucosa.

            Sintomas de doenças bucais:

Entre os sintomas visíveis e possíveis a olho nu, estão as lesões brancas ou avermelhadas na boca, também conhecidas como leucoplasias com eritoplasias na mucosa da bochecha, língua ou assoalho da boca, lábios e cavidade bucal. Tratam-se de placas brancas, bem delimitadas, com aspecto mais ou menos característico que se encontram na cavidade bucal. Também, sangramento da gengiva ao escovar e limpar com fio/fita dental, dores inesperadas e inflamações adversas na região bucal.

Em geral, devido aos sintomas relatados, o paciente tende a procurar primeiro o dentista clínico geral para uma prévia avaliação. Porém, o estomatologista é o profissional melhor capacitado para diagnosticar e indicar o tratamento o quanto antes. Ele é, inclusive, capacitado para entender o que se passa no corpo, na imunidade e saúde de seus pacientes, traçando um perfil único para cada um e orientando-os para o melhor tratamento.

            Gênero e faixa etária com maior incidência de doenças bucais:

Os homens são maioria nos casos diagnosticados de doenças bucais e câncer de boca. Equivalem a proporção de três homens para cada mulher. A faixa etária com maior incidência são homens fumantes e com idade superior aos 40 anos. Como recomendação, é importante, desde criança, a prática de visitas periódicas ao dentista para a realização de limpeza dental, tratamentos de cáries (comuns a idade e hábitos das pessoas), além de tratamentos para demais patologias.

            Diagnóstico:

Um fumante dificilmente, irá admitir que se “envenena” todos os dias, mesmo que tenha noção dos malefícios do tabaco. Para os dependentes químicos, no caso aqui ao cigarro, as campanhas com fotos e informações sobre o risco de desenvolver doenças bucais, cancerígenas e respiratórias pouco faz diferença em suas atitudes corriqueiras de ascender e apagar um “pito”. Por isso se faz necessário a divulgação, por meio de terceiros, sobre os riscos das doenças que acercam quem fuma e especialmente sobre a importância do diagnóstico precoce para doenças da boca.

            Recomendações finais:

Ao menor sinal de doenças, alterações na cor da mucosa, infecções na gengiva e mesmo dor na região dental, procure um especialista e fique atento as suas recomendações. O câncer de boca, assim como as doenças bucais estão ligadas ao fumo e ao consumo de bebidas alcoólicas, se possível, evite-os.

 

Sobre Marcelo Fardin: é Mestre em Cirurgia de Cabeça e Pescoço; Cirurgião e Traumatologista Buco Maxilo Facial; e Estomatologista. Opera nos mais renomados hospitais de São Paulo e do Brasil. Atende no seu consultório particular em dois endereços: Rua Voluntários da Pátria, 2128, sala 11, Santana – SP – 11-2283-3865 / 11-2959-3554 /11-3459-4135 / 11-3459-4136.

 

Texto:  Prof. Dr. Marcelo Fardin – CRO: 49423

Mestre em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgião e Traumatologista Buco Maxilo Facial, e Estomatologista.

Contribuição Textual: Jornalista Carina Gonçalves – MTB 48326

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